7.11.08

O Selo do Meu Apostolado


“Se não sou apóstolo para os outros, certamente o sou para vós outros; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor”. (1 Co 9:2)


No mês de novembro de 2003 fui surpreendido por um telefonema, quando alguém me ligou para compartilhar uma Palavra que havia recebido da parte de Deus ao meu respeito: – “Pastor, eu estava orando pelo Rio Grande do Sul, e Deus me falou claramente que Ele vai levantar apóstolos no Rio Grande e o senhor será um deles”. Recebi a Palavra com temor, ao mesmo tempo em que não entendi como e por que Deus faria isso. Há cinco anos, estávamos no começo da transição do rebanho de um modelo tradicional de igreja, para uma igreja em células no modelo dos 12, não tínhamos uma visão apostólica e não fazia sentido aquela Palavra. Como sempre, caminhávamos por fé, muitas vezes sem ter a clareza do que nos aconteceria nos anos seguintes. Todavia, nunca nos faltou a coragem para assumirmos os posicionamentos exigidos por Deus, e, por sua bondade e fidelidade, as suas promessas têm se cumprido uma a uma. O tempo passou e a profecia se cumpriu. De novembro de 2003 a novembro de 2008, foram exatos cinco anos. Dia 1º de novembro, na cidade de Brasília, durante o Congresso Nacional M12, Deus derramou sobre mim a unção apostólica conforme havia revelado que faria. Mediante isso, torna-se necessário compreender o que Deus quer com essa unção, quais são os seus objetivos com o apostolado.


Em primeiro lugar, entendemos que Deus a pleno vapor tem derrubado preconceitos calcados em paradigmas que sustentam tradições humanas, mas que violentam o princípio da Palavra. Assim como no passado muitos não acreditavam no batismo no Espírito Santo com a evidência no falar em novas línguas, muitos hoje não acreditam na Unção Apostólica, ainda que Efésios 4:13 afirme categoricamente que “Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres”. Todavia, da mesma forma como muitos não aceitaram o batismo no Espírito, mas hoje aceitam, dia-a-dia as barreiras que impedem a aceitação da Unção Apostólica também estão caindo.


Em segundo lugar, entendemos que ser apóstolo não é receber um título, uma honraria que exalta a pessoa humana, mas é receber uma tarefa dura que exige toda responsabilidade de nossa parte. Abordando o apostolado, Paulo dá o seu parecer: “Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens” (1 Co 4:9). Aprendemos com o Apóstolo Paulo que essa unção deve nos fazer tremer diante da responsabilidade delegada pelo Senhor da Igreja, e que não é mais um título para massagear a vaidade dos homens.


Em terceiro lugar, ser apóstolo é ter o selo de uma obra comprovada que cresce e se multiplica diariamente. Como Paulo fala aos Coríntios: “Se não sou apóstolo para os outros, certamente o sou para vós outros; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor” (1 Co 9:2). Posso não ser apóstolo para quem não caminha comigo, para quem não bebe da minha liderança e vê a sua vida transformada pela bênção de Deus que flui por intermédio do meu apostolado. Mas aqueles que fazem parte do rebanho que Deus me confiou por sua misericórdia, bem como os pastores e as Igrejas que estão debaixo da nossa cobertura e que pela fidelidade do Senhor têm provado de um crescimento sobrenatural, sim, para a Glória do Deus Todo-Poderoso, o Único que é digno de receber a honra, certamente sou apóstolo para eles, pois são o selo do meu apostolado.


No amor de Yeshua, O Messias,


Ap. Laerte Augusto Cardoso